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terça-feira, 5 de julho de 2022

 CULTO AO EFÊMERO

O mundo mudou rapidamente a partir da década de 90. Ao chegarmos ao ano de 2000, é como se todos tivessem combinado: agora tudo ficará em suspensão moral. O conceito de pós-modernidade que já estava em curso desestabilizou as bases de valores que não negociamos em nossas vidas, se temos por foco a própria dignidade. Isto é básico hoje: a cultura da superficialidade, tal como um culto, uma linguagem. Se não nos afirmamos, mostrando-nos como "cabeças" pós-modernas (ainda que seja ainda difusa, até confusa a assimilação do conceito), as conexões desparecem diante dos nossos olhos... Em suma: ficamos à parte. Não eliminados; apenas extraviados... Isto porque o descompromisso é a tônica desta nova onda, desde novo "paradigma" que tenta se impor ao mundo atual.

Ao que parece, uma vida que dá uma falsa ideia de algo, desde que  tenha algum charme, ainda que "fake" é melhor que uma vida autêntica. O não-ser, que tão somente aparenta algo domina a cena. Nas artes, entre elas a literatura, a estética fala mais alto a linguagem do efêmero - como quem troca de roupa... Adaptações do clássico são perfeitamente aceitáveis.... O "hoje" é tudo. Simples assim.

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